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Muito mais que uma feira agropecuária, a Expointer é um “símbolo da inovação, da resiliência e da excelência do agro gaúcho”. A definição é do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), Edivilson Brum, que considera o evento o ambiente perfeito para a tradição tão reverenciada pelos gaúchos se encontrar com o moderno, com a tecnologia de ponta, evento que inclusive realiza a conexão entre campo e cidade, entre os gaúchos da lida agropecuária com os urbanos.
“Celebramos a Expointer não apenas como vitrine do que temos de melhor, mas como espaço de encontro, reconhecimento, orgulho coletivo e construção de futuro”.

Qual a sua expectativa para a 48ª edição da Expointer baseada no slogan “Nosso futuro tem raízes fortes”?

 

Mais do que uma feira agropecuária, a Expointer é um símbolo da inovação, da resiliência e da excelência do agro gaúcho. É onde a tradição se encontra com a tecnologia, o campo se conecta com a cidade e o passado se transforma em futuro. E é com essa força que vem do campo que a Expointer está sendo projetada. Celebramos a Expointer não apenas como vitrine do que temos de melhor, mas como espaço de encontro, reconhecimento, orgulho coletivo e construção de futuro. Não temos dúvida que a 48ª Expointer será um sucesso, com muito público e negócios sendo gerados nos nove dias de feira.

 

A Expointer sempre foi uma vitrine do agro gaúcho para o Rio Grande do Sul, Brasil e mundo. O que o senhor espera em inovações e destaques em genética animal, máquinas e outros produtos e serviços desta edição?

 

O avanço da modernidade e a incorporação de novas tecnologias na produção agropecuária do Rio Grande do Sul têm se intensificado, trazendo benefícios diretos ao trabalho de homens e mulheres do campo. Essas inovações aumentam a produtividade, oferecem maior previsibilidade e proporcionam diversas facilidades para a agricultura e a pecuária gaúchas. O tema da inovação, inclusive, sempre está presente em vários espaços de debate durante a Expointer. Um deles será no estande do governo do Estado, no Pavilhão Internacional, onde durante haverá discussões do Centro de Inteligência do Agro, trazendo diversos painéis com temáticas voltadas à inovação e ao agro. Além disso, a Expointer é uma exposição agropecuária para mostrar o que temos de melhor em termos de genética no estado. Pavilhões cheios de animais que exibem o manejo e cuidados de anos em diversas raças presente no dia a dia gaúcho. Este ano inclusive, com o maior número maior de participações de animais dos últimos 12 anos.

 

O Expointer 360⁰, com a assistente virtual GurIA, é uma novidade deste ano. Como essa ferramenta será integrada à experiência do visitante, e quais benefícios ela trará para a navegação no Parque de Exposições?

 

Pensando na experiência do público visitante, estará em funcionamento durante a feira o Expointer 360⁰, um mapa interativo com a utilização da GurIA, assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) generativa, lançada recentemente pelo Governo do Estado. O usuário poderá navegar pelo Parque, com o auxílio da GurIA e sua geolocalização do celular, e saber como chegar em algum ponto determinado, qual a programação prevista para aquele espaço – quando houver –, além de pesquisar algum local que gostaria de ir e ver sua localização. O link de acesso ao mapa estará disponível no site
www.expointer.rs.gov.br.

 

Secretário, a Expointer 2025 ocorre em um momento de reconstrução para o Rio Grande do Sul. Qual o papel que o agronegócio e eventos como a feira terão na retomada econômica do estado?

 

A Expointer é a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina e ocupa um papel central na economia do Rio Grande do Sul. O evento reúne os principais segmentos do agronegócio, incluindo pecuária, agricultura, máquinas e implementos agrícolas, além da agricultura familiar e o comércio local. Recebe milhares de visitantes diariamente e impulsiona a geração de emprego e renda, além de uma grande movimentação econômica em diversas cidades da Região Metropolitana. Em 2024, a Expointer movimentou R$ 8,1 bilhões em negócios, sendo quase R$ 11 milhões só no Pavilhão da Agricultura Familiar. A feira atrai investimentos nacionais, amplia a competitividade dos produtores gaúchos e consolida o estado como referência no setor agropecuário brasileiro. Além de promover a integração entre Governo, entidades, municípios, produtores e empresas, criando um ambiente favorável para a troca de conhecimento e a construção de parcerias.

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A edição deste ano trará alguma novidade voltada à agricultura de precisão, inovação tecnológica ou startups do agro? Há alguma ação específica para fortalecer o ecossistema de inovação rural?

 

Mais de 20 painéis serão realizados no estande do Governo do Estado, no Pavilhão Internacional, para discutir temas de inovação e agro. Com a participação de atores do Governo, startups e entidades que tragam uma visão do presente e do futuro sobre as inovações tecnológicas à disposição, assim como os benefícios de uma agricultura de precisão para aumentar a produtividade gaúcha. O setor de máquinas e implementos agrícolas também apresenta sempre as novidades voltadas aos equipamentos, a cada ano com mais inovação tecnológica que ajudam o homem e a mulher do campo no trabalho diário.

 

Um dos focos da sua gestão é a produção sustentável. Como a Expointer 2025 vai refletir esse compromisso, especialmente em temas como irrigação inteligente, uso eficiente da água e redução do impacto ambiental?

 

Um dos eixos de licitação de serviços para a Expointer é de sustentabilidade, que cuida dos serviços ambientais, limpeza dos pavilhões, recolhimento de entulho e dejetos de animais, gerenciamento de resíduos, serviços que contam com legislação ambiental específica. A irrigação e as ações de manejo do solo são assuntos permanentes. Sabemos da importância dessas práticas conservacionistas para o desempenho de produtividade dos produtores e é um assunto que precisa sempre fazer parte dos discursos e palestras para desmitificar os temas em alguns pontos. Além disso, há discussões permanentes dentro do Plano ABC+ RS, com metas a serem cumpridas até 2030, para reduzir a emissão de carbono na agropecuária gaúcha.

 

A feira também é vitrine para pequenos produtores e agricultura familiar. O que está sendo planejado para garantir mais visibilidade e acesso a mercados para esses segmentos?

 

O Pavilhão da Agricultura Familiar terá número recorde de expositores neste ano. São 456 agroindústrias que poderão apresentar e comercializar os seus produtores dos mais diversos segmentos. São empreendimentos de 196 municípios gaúchos, reforçando a presença da agricultura familiar em diversas regiões. A Expointer é, sem dúvida, uma vitrine e uma oportunidade de negócios para as agroindústrias. No ano passado, foram comercializados mais de R$ 10 milhões em produtos no Pavilhão durante os nove dias de feira. Cenário que deve se repetir este ano, sendo o espaço um dos mais visitados durante a feira.

 

Com o impacto dos fenômenos climáticos no campo e nas cadeias produtivas, quais políticas ou apoios institucionais serão apresentados na Expointer como resposta concreta às demandas dos produtores rurais?

 

A Expointer trará, não tenho dúvida, mais uma vez a discussão da necessidade de apoio mais concreto do governo federal para ajudar os produtores rurais gaúchos que estão endividados. O governo do Estado vem fazendo a parte e fez o aporte de R$ 150 milhões para a prorrogação de dívidas de crédito rural junto ao Banrisul.

Mas precisamos de mais ações que beneficiem todos os produtores que realmente precisam. Um Grupo de Trabalho foi criado, com a participação além dos governos estaduais e federais de diversas entidades ligadas ao agro, muitas reuniões já foram feitas em Brasília para tentar viabilizar um caminho, mas ainda precisamos de respostas e de ações do governo federal para que criem mecanismo que realmente ajudem os nossos produtores para que possam voltar a produzir com sua capacidade máxima.

O governo do Estado também tem apoiado o agro por meio do Programa Irriga+ RS, que vai destinar cerca de R$ 65 milhões em subvenção ao produtor rural, com o projeto de recuperação de estradas rurais, com o aporte de recursos na ordem de R$ 107 milhões , além de ações como perfuração de poços, açudes e cisternas. Mais R$ 480 milhões estão sendo investidos por meio do programa Operação Terra Forte, iniciativa para recuperação do solo, e Milho 100%, com subsídio da totalidade do valor para aquisição de sementes destinadas ao cultivo de milho e sorgo.

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