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A Expointer tem lugar especial na agenda do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, não é de hoje. E sim desde menino nos passeios do colégio, assim como depois como estudante de Medicina Veterinária. Agora, além de desfrutar o evento com a família, Souza vê a feira como uma grande oportunidade do agro gaúcho se encontrar e mostrar o quanto é unido e relevante. “A realização da Expointer mostra a resiliência dos produtores e a importância estratégica do Rio Grande do Sul para o setor no país. A feira materializa o esforço conjunto do campo e das políticas públicas e é um retrato vivo do agro”, define. E o governante elogia a maneira partilhada como o evento é promovido. “A Expointer só acontece graças ao esforço conjunto do Governo, entidades e municípios”.

Vice-governador, a Expointer 2025 acontece em um momento de reconstrução para o Rio Grande do Sul. De que forma o governo estadual enxerga o papel da feira neste processo de retomada econômica e social?

 

A Expointer é a maior feira a céu aberto do setor agropecuário na América Latina e símbolo da força do nosso agro. Depois das enchentes de 2024 e agora diante de mais uma estiagem severa, sua realização mostra a resiliência dos produtores e a importância estratégica do Rio Grande do Sul para o setor no país. A feira materializa o esforço conjunto do campo e das políticas públicas e é um retrato vivo do agro, essencial não só para a retomada econômica, mas também para renovar a esperança e a confiança dos gaúchos.

 

O setor agropecuário foi duramente impactado pelas enchentes de 2024. Que políticas públicas o Governo tem articulado para apoiar produtores rurais que estão expondo na feira deste ano?

 

O Estado enfrenta eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, entre enchentes e estiagens. O Governo tem dado respostas concretas: o governador Eduardo Leite anunciou R$ 150 milhões do Funrigs para prorrogação de dívidas rurais junto ao Banrisul; e o programa Irriga+ RS, com subsídios que chegam a R$ 100 mil por projeto, já ampliou 25% da área irrigada prevista até 2027. Mas esse esforço precisa ser compartilhado: temos defendido junto à União a securitização das dívidas, que pode oferecer alívio real e sustentável aos produtores.

 

Sabemos que a Expointer é uma vitrine tecnológica para o agronegócio. Quais ações o governo tem promovido para estimular a inovação no campo e a atração de investimentos no setor?

 

A Expointer é uma vitrine de inovação. O Governo Estadual fortalece esse movimento com o Centro de Inteligência do Agronegócio, que reúne Governo, iniciativa privada, universidades e entidades para pensar soluções tecnológicas e sustentáveis. O projeto atua em oito ecossistemas regionais de inovação e terá, na feira, painéis e palestras com empresas, startups e órgãos públicos, reforçando o papel do RS como referência em inovação no campo.

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A sustentabilidade vem ganhando espaço na pauta do agro. Que iniciativas o Estado está levando à feira para fomentar a produção sustentável e a adaptação às mudanças climáticas?

 

Durante a feira, vamos apresentar pesquisas sobre emissões nos sistemas produtivos e roteiros de descarbonização de cadeias do agro. Também levaremos novidades do programa Energia Forte no Campo, que moderniza a rede elétrica rural, e práticas sustentáveis já aplicadas na própria feira, como o manejo de resíduos e a parceria com cooperativas de reciclagem. Além disso, o projeto do Selo Verde fará o inventário de carbono da Expointer, passo importante para que possa ser certificada, futuramente, como Carbon Free.

 

Qual o papel da parceria entre Governo Estadual, entidades do setor e municípios para viabilizar a realização da Expointer em um contexto ainda desafiador?

 

A Expointer só acontece graças ao esforço conjunto do Governo, entidades e municípios. Mais do que uma feira, é uma vitrine do agro e uma grande oportunidade de negócios. Em 2024, movimentou R$ 8,1 bilhões, sendo R$ 7,4 bilhões em máquinas e implementos e mais de R$ 10 milhões na Agricultura Familiar. Essa articulação garante que os resultados cheguem a todos, especialmente aos produtores rurais, fortalecendo o setor e gerando renda.

 

A presença de lideranças políticas e empresariais nacionais é sempre um destaque da feira. Há alguma articulação com o Governo Federal ou com outros estados para ampliar a integração e fortalecer o protagonismo do RS no cenário agro brasileiro?

 

A Expointer é internacional por natureza. Em 2024, recebeu mais de 20 representações estrangeiras, além de lideranças políticas e empresariais nacionais. É um palco estratégico para discutir inovação, tecnologia, boas práticas de manejo e abertura de mercados. Essa integração fortalece o protagonismo do Rio Grande do Sul no cenário agro brasileiro e projeta nosso Estado para além das fronteiras.

 

O senhor costuma frequentar a Expointer desde antes da vida pública? Tem alguma lembrança marcante da feira que gostaria de compartilhar?

 

Minha primeira visita à Expointer foi ainda na escola, em passeio de turma. Depois, durante a faculdade de Medicina Veterinária, frequentei inúmeras vezes a feira, inclusive em estágio. Hoje, o que mais me marca é levar a minha filha Dora para conhecer os animais e viver de perto nossas tradições. A Expointer é isso: negócios, inovação e, ao mesmo tempo, cultura e lazer para as famílias.

 

Com a agenda intensa de Governo, sobra tempo para aproveitar a feira como visitante? Tem algum pavilhão, prato típico ou momento que não abre mão de vivenciar durante a Expointer?

 

Mesmo com a agenda cheia, sempre encontro tempo para estar com minha família na Expointer. Um espaço que não deixo de visitar é o Pavilhão da Agricultura Familiar, que neste ano terá recorde de 456 expositores de todas as regiões do Estado. É um ambiente que valoriza o pequeno produtor, fortalece a renda no campo e encanta os visitantes com a qualidade dos produtos coloniais e artesanais — que, claro, sempre faço questão de levar para casa.

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